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Piso da Enfermagem: hora de garantir Justiça e valorização para quem sustenta a saúde do Brasil


02.06.2026

O presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, destacou que o piso salarial foi uma conquista histórica para a profissão de Enfermagem, que visava combater os subsalários praticados, tanto no setor público como no setor privado, em diversas regiões do país. Porém, sem reajuste desde que foi criada, a realidade mostra uma defasagem maior que de outras categorias.

A análise do presidente do Cofen aconteceu nesta terça-feira (26/5), em audiência pública para debater os desafios de custeio do piso salarial, da jornada de trabalho na Enfermagem e a sustentabilidade financeira da PEC 19/2024. O debate aconteceu na Comissão de Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados.

Presidente Manoel Neri cobra a votação da PEC 19/2024 em audiência
Na abertura da reunião, o deputado Bruno Farias, autor do requerimento para realização da audiência, enfatizou que o piso salarial da Enfermagem precisa de uma solução definitiva. “A valorização da Enfermagem não pode mais esperar por promessas ou se esconder atrás de debates burocráticos. É preciso pagar o que lhe é de direito, garantir uma jornada de trabalho digna e prever os mecanismos para o reajuste salarial”, reforçou.

A Diretora do Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde, do Ministério da Saúde, Evellin Beserra da Silva, apresentou dados atuais da distribuição do pagamento da assistência financeira complementar a mais de 700 mil profissionais da Enfermagem.

Na oportunidade, ela reforçou a necessidade de discutir a questão da carreira única do SUS. “Precisamos ter maturidade para discutir que, hoje, uma forma de sustentar o SUS é discutir, inclusive, a carreira única para valorização de todos os trabalhadores da saúde, inclusive, da categoria da Enfermagem”.

Para o presidente do Cofen, não se discute a valorização do trabalho sob a ótica do impacto social que medidas como a PEC 19 vão trazer para os mais de 3 milhões de trabalhadores.

Segundo ele, não falta dinheiro, pois a fonte de custeio existe e o fundo social é perene, de acordo com a Emenda Constitucional 127. “Falta coragem e vontade por parte do governo de apoiar a PEC 19 para valorizar a condição de vida e de trabalho dos profissionais de Enfermagem que são essenciais para a prestação de saúde à população brasileira”.

“Enquanto o Ministério da Saúde fizer política apenas centrada na figura do médico, nós vamos deixar de evoluir para termos um sistema de saúde que atenda a população de forma mais adequada, mais resolutiva e mais próxima da residência das pessoas”, concluiu.

Também participaram da audiência, o presidente em exercício do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG), Lucas Tavares; a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Solange Caetano; a Secretária-Geral da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), Rosalina Aratani; a secretária de Saúde Pública da Confetam, Irene Rodrigues; e representantes de Conselhos Regionais.

Coren-MS

Através de seu presidente Dr.Leandro Afonso dias,o conselho regional reafirma seu compromisso inabalável com a valorização da Enfermagem brasileira e fortalece a luta pela atualização do piso salarial e pela aprovação da PEC 19;

“Reconhecer o trabalho dos profissionais de Enfermagem vai muito além de discursos: é garantir remuneração justa, condições dignas de trabalho e respeito àqueles que estão diariamente na linha de frente do cuidado à população”.

Salientou o presidente.

A Enfermagem sustenta o funcionamento dos serviços de saúde em todo o país, estando presente em cada atendimento, em cada recuperação e em cada vida salva. Por isso, o Coren-MS acredita que a valorização da categoria é uma questão de justiça social e de fortalecimento do sistema de saúde.

É preciso permanecer unidos às entidades representativas, aos profissionais e à sociedade na defesa de direitos que reconheçam a grandeza e a importância da Enfermagem. A luta pelo piso salarial é a luta pelo reconhecimento de uma categoria essencial para o Brasil.

 

 

Fonte: Cofen/Coren-MS

Assessoria de Comunicação Coren-MS

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