Free cookie consent management tool by TermsFeed Generator

Coren-MS INFORMA: voz da enfermagem brasileira ecoa na Conferência Mundial contra a discriminação racial


30.10.2026


Representante do Cofen levou à África do Sul debates sobre equidade racial, políticas públicas e enfrentamento ao racismo na Enfermagem, reforçando a importância de ambientes de trabalho mais justos e inclusivos

O enfrentamento ao racismo na saúde ultrapassa fronteiras e exige compromisso, políticas públicas e transformação das relações profissionais. Essa discussão ganhou destaque internacional com a participação de Bia Soares, conselheira do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) e integrante da Comissão Nacional de Enfrentamento ao Racismo na Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), na 2ª Conferência África e Diáspora Africana (AAD Conference), realizada de 26 a 30 de outubro, em Joanesburgo, na África do Sul.

O encontro reuniu lideranças, pesquisadores, representantes de governos e movimentos sociais para discutir os impactos históricos e contemporâneos do racismo e estratégias para promover a igualdade racial. Em painel sobre a diáspora africana, Bia Soares compartilhou a experiência brasileira no desenvolvimento de políticas de equidade racial na saúde, apresentando avanços e desafios para sua efetiva implementação.

A participação da representante brasileira reforça a necessidade de ampliar o debate sobre o racismo estrutural e suas consequências na assistência à saúde e nas relações de trabalho da Enfermagem.

Equidade racial: um compromisso com a saúde e a dignidade
A Enfermagem brasileira é majoritariamente formada por profissionais negros, refletindo a composição racial da população do país e, também, as desigualdades históricas que atravessam a sociedade.

Durante a conferência, Bia Soares destacou a importância de compartilhar a realidade brasileira e fortalecer a construção de políticas públicas capazes de transformar essa realidade.

“Foi um espaço para contar o que aconteceu e o que está acontecendo no nosso país, o que já avançamos e por que ainda não avançamos em determinadas questões. Trouxe a realidade do Brasil, onde mais de 55% da população se autodeclara preta ou parda, e a importância de construirmos políticas públicas capazes de transformar essa realidade”, relatou Bia, técnica de Enfermagem e cientista social.

A discussão evidencia que o enfrentamento ao racismo precisa alcançar tanto o acesso da população aos serviços de saúde quanto as condições de trabalho, a valorização e o respeito aos profissionais de Enfermagem.

Políticas públicas fortalecem o enfrentamento ao racismo
Entre as iniciativas apresentadas, esteve a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), que estabelece diretrizes para combater as desigualdades raciais no acesso aos serviços de saúde e promover a equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Bia também apresentou a Política Nacional de Enfrentamento ao Racismo na Enfermagem, aprovada pelo Cofen em outubro de 2026. A iniciativa estabelece diretrizes para prevenir e enfrentar práticas racistas no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais, com medidas de acolhimento e encaminhamento de denúncias, responsabilização e promoção da equidade racial nas relações institucionais e no exercício profissional.

A construção dessas políticas representa um avanço na busca por ambientes profissionais mais seguros, respeitosos e comprometidos com a igualdade de direitos.

Racismo no ambiente de trabalho: uma realidade que precisa ser enfrentada
As desigualdades raciais também se manifestam nas relações profissionais e nas condições de trabalho da Enfermagem.

Estudo coordenado pelo enfermeiro Ricardo Mattos, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), analisou 9.423.711 registros e identificou diferenças salariais associadas à raça e ao gênero.

Os dados evidenciam desigualdades que persistem no mercado de trabalho e reforçam a necessidade de políticas de valorização profissional e combate à discriminação.

Além disso, uma sondagem realizada em 2021 pela Articulação Nacional de Enfermagem Negra (ANEN), em parceria com o Coren-SP, apontou a presença de episódios de racismo no cotidiano profissional. Entre as situações relatadas, 55,9% foram atribuídas a pacientes ou usuários, 46,6% a colegas de equipe e 43,8% a chefias. Os participantes podiam indicar mais de uma situação.

Fonte: Cofen

Assessoria de Comunicação Coren-MS

Compartilhe

Outros Artigos

Receba nossas novidades! Cadastre-se.


Fale Conosco

 

Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul

Av. Monte Castelo, 269 - Monte Castelo, Campo Grande - MS, 79010-400

(67) 3323-3104 ou 3323-3105

presidencia@corenms.gov.br


Horário de atendimento ao público

segunda à sexta-feira das 8h às 17:00 (Exceto feriados)

Loading...