Coren-MS participa do evento da Fiocruz que discute as baixas coberturas vacinais e as estratégias para aumentar as taxas


08.03.2023

A coordenadora de vigilância epidemiológica da SES, enfermeira dra. Ana Paula Goldfinger, apresentou dados da cobertura vacinal e quais ações são realizadas para auxiliar na retomada das altas coberturas vacinais no Estado.

Ocorreu na manhã desta terça-feira (07/03), no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande-MS, apresentação do projeto “Vacinar para não voltar – Pela reconquista das altas coberturas vacinais” promovido pela Fiocruz Mato Grosso do Sul. No evento, foram apresentados inquéritos nacionais e regional, com dados da cobertura vacinal previsto no calendário até 24 mês de vida (2017-2018).

Dra Sandra Leone (Fiocruz – MS) e Dr. José Cassio (USP – São Paulo) trouxeram levantamento em que as baixas coberturas vacinais no âmbito nacional e por capitais, refletem no maior risco de reingresso de doenças que são imunopreveníveis.

Os dados apresentados pelo Dr. José Cassio (USP – São Paulo) e pela Dra Sandra Leone (Fiocruz – MS), revelam baixas coberturas vacinais no âmbito nacional e por capitais, o que reflete no maior risco de reingresso de doenças que são imunopreveníveis.

A coordenadora de vigilância epidemiológica da SES, enfermeira dra. Ana Paula Goldfinger, participou com o tema “Estratégias para ampliação de vacinação de rotina e Covid-19 no Mato Grosso do Sul”, apresentando dados da cobertura vacinal e quais ações são realizadas para auxiliar na retomada das altas coberturas vacinais no Estado.

Presente na abertura, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS), Dr. Sebastião Duarte, destacou a necessidade de discutir as estratégias para retomada das altas coberturas vacinais, e pontuou a importância dos profissionais de saúde, que historicamente estão inseridos na operacionalização do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Para Sebastião, uma preocupação importante que deve ser considerada, é a escassez de profissionais de enfermagem, que, leva a sobrecarga dos que estejam atuando, logo pode afetar a saúde do trabalhador, além dos atendimento das necessidades de saúde da população, como por exemplo as salas de vacinação. Estiveram presente ainda no evento, a conselheira enfª dra Lucyana Conceição Lemes Justino, e o enf Dr Everton Lemos, membro da Câmara Técnica de Educação e Pesquisa do Coren-MS.

Enfermagem e vacinação no SUS

Prestigiaram o evento o membro da Câmara Técnica de Educação e Pesquisa do Coren-MS, a conselheira Enfª Dra Lucyana Conceição Lemes Justino e o presidente do Coren-MS, enfº dr. Sebastião Duarte.

O compromisso profissional e social da enfermagem em prestar uma assistência de qualidade e livre de danos decorrentes de imperícia, imprudência e negligência, é destacada historicamente, no enfrentamento de diversas epidemias. A enfermagem, está inserida na operacionalização do Programa Nacional de Imunização (PNI) e conduz com qualidade técnica e cientifica o seu papel com a sociedade, em todos os ciclos de vida, principalmente na infância.

Há quase três décadas, a Lei nº 8.069, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, torna obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. E, de acordo com o decreto nº 78.231, de 1976, é dever de todo cidadão submeter-se e os menores dos quais tenha a guarda ou responsabilidade, às vacinações obrigatórias definidas pelo calendário nacional de imunizações.

Na pandemia da COVID-19, o Coren -MS apoiou as ações para ampliação da vacinação da população em Mato Grosso do Sul, entre as contribuições do conselho, foi produzido e publicado um Manual de Capacitação para Vacinadores contra a doença COVID-19. Este manual tomou a relevância de ampliar as evidências científicas e divulgar vacinas que poderão melhorar as condições de vida das pessoas, bem como produzir informações para subsidiar a assistência de enfermagem no contexto da vacinação, pontuou o Dr Everton Lemos.

Outra ação do Coren-MS foi a realização de mapeamento da situação das salas de vacinas em todos os municípios do estado. Identificou-se a necessidade de educação permanente e a formação de mais vacinadores para o atendimento da população.

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