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Raiva reaparece em São Paulo após 28 anos


17.01.2012

Um gato morreu vítima de raiva em Moema, na zona sul, logo após a cidade enfrentar um ano de suspensão da campanha de vacinação antirrábica. A capital não apresentava casos da doença em animais domésticos desde 1983. Se transmitida ao homem, a patologia quase sempre leva à morte.

O animal morreu em outubro de 2011, mas a Secretaria Municipal da Saúde e a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) só foram comunicadas no mês passado, quando ficaram prontos os resultados de testes feitos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. A suspeita inicial era de que a gata tivesse sido envenenada.

“Tive cinco gatos que morreram por causa de chumbinho que jogaram no quintal. Achei que era mais um caso, mas eu a levei para a USP para analisarem”, conta a dona do felino, a artesã Izabel Bonifácio da Cruz, de 50 anos. Ela acredita que o animal tenha sido infectado por um morcego. “Uns cinco dias antes de morrer, ela pegou um morcego com a boca. Eu retirei o bichinho morto e o joguei fora”, lembra. Tocar em morcegos é perigoso. Se contaminado, ele pode transmitir o vírus aos humanos também.

A Prefeitura informou à reportagem que, após a notificação, realizou uma operação na vizinhança de Izabel, na Rua Teviot. O bloqueio é feito por meio da vacinação de animais de casas próximas, além da notificação dos moradores – com o intuito de identificar pessoas que tiveram contato com o felino. Por meio de nota, a Prefeitura informou que “a Covisa desencadeou todas as medidas previstas para o controle da doença”, mas que “não foi encontrado nenhum novo caso nem mesmo de suspeita.”

Izabel, que cuida de mais de 10 animais, diz que teve de entregar cinco gatos ao Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ). Os demais foram mantidos presos em sua casa, mas todos deverão ficar sob observação durante 180 dias.

Ela, o marido, a filha e demais pessoas que conviviam no ambiente também foram vacinados A artesã criticou a falta de vacinação no ano passado e ressaltou que sua gata vivia solta. “Não sei se teve contato com outros animais. Temos muitos gatos na rua, além de muitos morcegos nessa área”, afirma.

O veterinário Ricardo Augusto Dias, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, diz que a doença circula entre várias espécies de morcegos, tanto nos que se alimentam de sangue quanto nos que comem frutas. “Deve haver a campanha de vacinação em animais para proteger os donos.”

Caio Rosenthal, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, também critica a interrupção da campanha, já que a raiva estava praticamente sob controle. Agora, diz, sempre haverá dúvidas em casos de mordidas ou arranhaduras. “O médico vai ter de pensar: ‘Bom, o ano passado não teve campanha: eu vacino essa criança ou não?’ Fugiu do protocolo.”

Fonte: Jornal da Tarde

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