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Da universidade às aldeias: Enfermagem Intercultural transforma vidas e fortalece a saúde indígena


22.06.2026

O Coren-MS acompanha e apoia iniciativas que fortaleçam a formação de profissionais comprometidos com os princípios do SUS e com a valorização da diversidade cultural brasileira, reconhecendo que a Enfermagem tem papel fundamental na promoção da saúde e na defesa dos direitos dos povos originários.

A valorização da diversidade cultural na formação em saúde e o fortalecimento da assistência aos povos originários foram destacados durante audiência pública realizada pela Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal. O debate deu visibilidade ao Curso de Enfermagem Intercultural Indígena da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), reconhecido como uma experiência pioneira no Brasil e referência para a formação de profissionais indígenas.

A audiência foi proposta pelos senadores Wellington Fagundes (MT) e Teresa Leitão (PE), com o objetivo de reconhecer os resultados alcançados pela iniciativa e incentivar sua ampliação para outras regiões do país. Durante o encontro, foi ressaltado que o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), depende da formação de profissionais preparados para compreender as especificidades culturais, sociais e territoriais dos povos originários.

Representando o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o membro da Câmara Técnica de Enfermagem em Atenção à Saúde dos Povos Originários, Marcelo Carvalho Conceição, destacou a relevância acadêmica, sanitária, social e histórica do curso.

“Essa iniciativa representa um avanço concreto para a saúde dos povos originários. Trata-se de uma enfermagem que reconhece o Brasil em sua diversidade, respeita os territórios, valoriza os saberes tradicionais e compreende a saúde indígena como um campo estratégico”, afirmou.

Para o Coren-MS, experiências como a da Unemat evidenciam o papel transformador da educação na construção de uma assistência mais humanizada, inclusiva e culturalmente sensível. A formação de enfermeiros indígenas fortalece o acesso à saúde nas comunidades, contribui para a permanência dos profissionais nos territórios e amplia a qualidade do cuidado prestado às populações tradicionais.

Atualmente, o curso atende estudantes de 42 povos indígenas. Segundo a coordenação da graduação, 570 profissionais já foram formados e outros 308 acadêmicos seguem em formação.

O depoimento do estudante Yakagi Kuikuro Mehinaku emocionou os participantes ao destacar o impacto da formação para as comunidades indígenas.

“Para mim, significa muito mais do que receber um diploma. Significa voltar para a minha comunidade com mais conhecimento para cuidar das crianças, dos jovens, dos adultos e dos anciãos, além de ajudar a fortalecer a saúde indígena”, relatou.

Durante a audiência, o senador Wellington Fagundes também anunciou que buscará garantir recursos orçamentários para a manutenção e ampliação do curso, reconhecendo a importância da iniciativa para a promoção da equidade em saúde.

Fonte: Agencia Senado

Assessoria de Comunicação Coren-MS

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