Protocolo de Enfermagem da Saúde na Atenção Primária em Atenção à Tuberculose e Hanseníase

Clique e acesse o arquivo, que está em anexo

04.01.2022

A Tuberculose (TB) e a Hanseníase, são doenças infecciosas crônica e transmissíveis, de notificações obrigatória, de grande relevância para saúde pública. Os indicadores epidemiológicos, as colocam como doenças de elevada incidência no país, e são incluídas em programas de controle específicos, com oferta de tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A TB afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. Tem como agente etiológico o Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch que, a partir de uma infecção pode evoluir para doença ativa ou manter-se em estado de latência, denominada Infecção Latente por Tuberculose (ILTB). O desequilíbrio do sistema imunológico causado por doenças como a AIDS, diabetes, uso de drogas imunossupressoras, envelhecimento e hábitos como o etilismo e o uso de drogas lícitas ou ilícitas, favorecem a progressão da infeção latente para doença ativa (WHO, 2020).

A doença afeta desproporcionalmente pessoas do sexo masculino, adultos jovens e países de baixa renda, apontando para a associação entre a ocorrência de TB e fatores socioeconômicos (WHO, 2019). A Estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltada a epidemia global da TB visa uma redução de 90% da mortalidade e de 80% da incidência da doença até 2030. A despeito do progresso observado na detecção da doença e do alcance de melhores taxas de cura, a doença continua presente em vários países, representando um importante problema de saúde pública.

A hanseníase também transmitida pelas vias respiratórias através de secreções, tosses e espirros, por meio de contato próximo e prolongado com pessoas suscetíveis a adoecer, (inclusive crianças) através de uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB) que ainda não está sendo tratada (BRASIL, 2020).

Apesar de ser transmissível por meio das vias aéreas superiores, um contato rápido com quem tem hanseníase dificilmente fará com que o outro indivíduo seja infectado pela doença. Estima –se que a maioria da população possua imunidade natural contra o bacilo, portanto a maior parte da população não adoece (BRASIL, 2020). Quando adoece, pode acometer a pele e o sistema nervoso com lesões dermatológicas e comprometimento neural, levando a séria complicações.

Os programas Nacionais de Controle da Tuberculose e Hanseníase apresentam diretrizes específicas, para direcionar as equipes de saúde no manejo clínico e operacional, no enfrentamento dessas doenças. Nesta perspectiva, a equipe de enfermagem é fundamental para o sucesso no tratamento.

Diante do exposto, é importante destacar que os profissionais de enfermagem prestam o cuidado baseado em evidências científicas, o que reforça a necessidade da busca por referências atualizadas, em base de dados seguros, fomentando a dinâmica do conhecimento e transformando os saberes em práticas, com segurança, ciência e cuidado.

Clique aqui para ler o Protocolo ou acesse no anexo abaixo.

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